que são os velórios, são eles os espaços mais lúcidos da sociedade. Neles nos desarmamos, nos despimos das vaidades, retiramos a maquiagem, Nesse espaço, somos o que somos. Se assim não for, seremos mais doentes do que imaginamos. Para uma minoria, composta dos íntimos, o velório é uma fonte de desespero. Para uma maioria, composta dos mais distantes, uma fonte de reflexão. Para ambos, a verdade é crua: tombamos no silêncio de um túmulo não como doutores, intelectuais, líderes, políticos, celebridades, mas como frágeis mortais.
Nos velórios deixamos de ser deuses e entramos em contato com a nossa humanidade, deparamos com a nossa loucura e enxergamos o nosso anti-heroismo.
Retirado do livro: O vendedor de sonhos (o chamado), passado pra uma linguagem mais culta por Larissa Seccati.
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